Vai e volta, e vai, e volta, e vai. E eu espero que volte.
Era você ontem. E hoje. Aquela proximidade distante. À vontade. O sonho tão antigo que nem parece mais sonho. Parece livro. Ou filme que passou.
Era você. Outros anos. Dois anos. Ou ontem. Você escolhe o título. Eu escolho a data. Ou você escolhe tudo. Desde que no ‘seu tudo’ exista algum espaço para visões simplistas.
E tudo que eu disse – e pensei em dizer – existe mesmo. Verdades são assim. São ditas de forma lenta, calma, com voz baixa.
Abraços são assim. Lentos.
Sorrisos são assim.
E a beleza é assim. Sem exageros. Sem formas pré-moldadas. A beleza é... Bela. Só.
Mas quem é o que? Quem pensa no que pensar?
Eu resisto aos antigos hábitos que distanciam as realizações dos sonhos.
E até entendo o conceito de loucura argumentado por alguns. Mas não sei quem são os loucos da história. Eu não sei um monte de coisa. Mas o que sei tento dividir com palavras de carinho. Mas palavras que com certeza já deves ouvir diariamente. O que faz com que cada nova frase de loucura sincera, seja vista como apenas-mais-uma-frase-de-algo-que-não-existe.
O que está longe de ser verdade. Pois existe sim. Não sei de fato o que pode ser. Mas é.
Talvez em algum mundo mais sincero o ser seja o bastante. Talvez em alguma quase-noite eu me encontre. E lhe encontre. E talvez você seja mesmo maior do que dizem. Talvez eu precise acreditar mais no que digo pra mim mesmo.
Sempre o talvez. Talvez um dia existam certezas. Se é que isso é bom. Não sei mesmo.
Mas, assim, a felicidade é simples. Tão simples, que assusta. E por ser simples demais demora tanto. Que dói. E pensar, que tudo que falta pro mundo estar completo, pra tantos é tão pouco. Tão pouco que uns jogam fora por pura falta de raciocínio.
Louco, quem?
Loucura é achar que tudo está perdido. Não está. Não estará.
Vai ver os defeitos são as interseções que habitam os dois mundos. O espelho de vez em quando mostra que dois lados são dois lados. E existem erros e pensamentos pequenos aqui e lá.
Louco, quem?
Eu juro.
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domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
[ ]
É o tal do ‘agir pelo não agir’ do grande Lao Zi.
Quem sabe assim vai?!
--
Quem sabe assim vai?!
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Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá
por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o pai
vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá
não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber
se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar
eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou
Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Ensaio teórico sobre a distância (Parte I).
Duas coisas podem ser boas sendo diferentes, sendo distantes uma da outra. E por mais que não se completem, que não se sustentem, pode sim existir beleza em ambos os lados. Nem tudo precisa estar junto pra funcionar direito. O crescimento pode independer de uniões, de afeições.
Quando digo que ‘talvez a beleza esteja mesmo na ausência’, pode parecer distante demais da realidade. Mas, não. Faz todo sentido do mundo.
Por que quando há ausência, há criação. E criamos o que queremos. Da forma que queremos. Apenas isso (tudo).
Logo, moldo desejos e ações, da forma que melhor me convém. Escolho as cores, os gestos, os sorrisos, o silêncio. Tudo do meu jeito. Assim há felicidade.
Não aquela felicidade do mundo ideal. Mas aquela felicidade encontrada nas coisas-mais-simples-do mundo. Como ouvir canções de (des)amor sentado num banco quase vazio no início de uma noite nublada.
"Não quero com isso dizer que o amor não é bom sentimento".
Mas não se trata exatamente do amor, ou de um outro sentimento qualquer. É que às vezes a realidade é maior que isso, ou mais ampla, se é que isso é possível.
Na distância, talvez possamos encontrar o sentido que se perde, que se confunde, que se evapora na presença.
Há muitas coisas onde não vemos nada. Onde não enxergam, há luz.
Quando digo que ‘talvez a beleza esteja mesmo na ausência’, pode parecer distante demais da realidade. Mas, não. Faz todo sentido do mundo.
Por que quando há ausência, há criação. E criamos o que queremos. Da forma que queremos. Apenas isso (tudo).
Logo, moldo desejos e ações, da forma que melhor me convém. Escolho as cores, os gestos, os sorrisos, o silêncio. Tudo do meu jeito. Assim há felicidade.
Não aquela felicidade do mundo ideal. Mas aquela felicidade encontrada nas coisas-mais-simples-do mundo. Como ouvir canções de (des)amor sentado num banco quase vazio no início de uma noite nublada.
"Não quero com isso dizer que o amor não é bom sentimento".
Mas não se trata exatamente do amor, ou de um outro sentimento qualquer. É que às vezes a realidade é maior que isso, ou mais ampla, se é que isso é possível.
Na distância, talvez possamos encontrar o sentido que se perde, que se confunde, que se evapora na presença.
Há muitas coisas onde não vemos nada. Onde não enxergam, há luz.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Nome.
E num dos tantos novos livros, um capítulo começa com seu nome. E assim como na vida, eu não faço a menor idéia do que vai acontecer. De como será a próxima página. O livro não foi lido. Não lembro se quer o título. Mas está lá. Está tudo lá. E quem sabe, a história possa ser até mesmo feliz.
Vá saber!
Vá saber!
Controle Remoto.
Eu queria te falar de paz e amor
De filosofia
De cinema, de pintura, de música
E de poesia
Eu queria te abraçar e te proteger
De todo o mal
(Frejat e Paulo Ricardo).
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Terça.
As andanças continuam. E as novas-coisas-belas seguem aparecendo e reaparecendo em diferentes formas.
São andares de lindas cores. E a cada nova galeria, as certezas se encontram. A beleza está mesmo nisso. É claro que poderia ser melhor, que poderia ser perfeito, e tal. Mas enquanto não é, o quase-perfeito serve, e muito bem, pra organização de idéias, e pra todo o resto.
A sala com negativos de clássicos do cinema encanta por si só. E mais ainda com a canção que toca no pequeno aparelho de som, no vão entre o chão e a parede, no lado direito da sala.
E no trajeto entre uma coisa e outra, uma feira de livros divide o espaço da calçada com pequenas barracas que vendem qualquer coisa.
Surgem novas galerias, que trazem novos conceitos, sobre o “velho trabalho da escrita”. Nas paredes, rabiscos de idéias, trechos de livros, e frases soltas que buscam qualquer coisa. Qualquer coisa complexa demais pra ser entendida assim, de uma hora pra outra. O que dê certo modo é bom, pois fará com que os menos conformados procurem o sentido, que talvez nem exista, mas existirá com a busca.
São andares de lindas cores. E a cada nova galeria, as certezas se encontram. A beleza está mesmo nisso. É claro que poderia ser melhor, que poderia ser perfeito, e tal. Mas enquanto não é, o quase-perfeito serve, e muito bem, pra organização de idéias, e pra todo o resto.
A sala com negativos de clássicos do cinema encanta por si só. E mais ainda com a canção que toca no pequeno aparelho de som, no vão entre o chão e a parede, no lado direito da sala.
E no trajeto entre uma coisa e outra, uma feira de livros divide o espaço da calçada com pequenas barracas que vendem qualquer coisa.
Surgem novas galerias, que trazem novos conceitos, sobre o “velho trabalho da escrita”. Nas paredes, rabiscos de idéias, trechos de livros, e frases soltas que buscam qualquer coisa. Qualquer coisa complexa demais pra ser entendida assim, de uma hora pra outra. O que dê certo modo é bom, pois fará com que os menos conformados procurem o sentido, que talvez nem exista, mas existirá com a busca.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
"Via láctea"
Pois é, por mais radical que possa parecer, acaba acontecendo desse jeito mesmo. Sempre existe um caminho. E o caminho quase sempre surge da forma mais simples possível. Não poderia ser diferente. Não por aqui. E que bom que é assim. Pois são esses pequenos detalhes, esses pequenos encontros, que dão a força necessária pra qualquer outra coisa. Pra qualquer nova frase, ou pra qualquer nova-idéia-bonitinha-que-talvez-até-tenha-algum-sentido.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Parte II
E você surge assim, sorrindo, de repente, de camisa preta, com o cabelo ainda molhado. Olha e sem pensar muito diz qualquer coisa. Quase sussurrando. Anda de um lado para o outro. Com passos lentos, com sorrisos largos, com aquela calça jeans de antigamente.
Sem perceber – ou fingindo não perceber - ignora o casal ao lado. E com voz baixa, canta os oito dígitos do seu novo telefone.
Você sorri, ajeita o cabelo, olha o chão. E sabe-se lá por que percebe que tudo pode existir. Sendo bom ou não, sendo real ou não. Pode existir. E talvez até exista. Talvez amanhã tudo faça mais sentido. E assim, quem sabe, encontramos até mesmo o sentido que nunca existiu, ou que nunca enxergamos, durante tantos anos.
Sem perceber – ou fingindo não perceber - ignora o casal ao lado. E com voz baixa, canta os oito dígitos do seu novo telefone.
Você sorri, ajeita o cabelo, olha o chão. E sabe-se lá por que percebe que tudo pode existir. Sendo bom ou não, sendo real ou não. Pode existir. E talvez até exista. Talvez amanhã tudo faça mais sentido. E assim, quem sabe, encontramos até mesmo o sentido que nunca existiu, ou que nunca enxergamos, durante tantos anos.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Das coisas esquecidas
Os sonhos trazem antigas lembranças. Das coisas mais esquecidas, mais não vividas. É estranho pensar na força que está por trás disso. Mas é bom. Agora quero te ver. Só ver mesmo e saber o que você faz da vida hoje em dia. Tudo que foi deixado de lado anos atrás volta como sonho. Volta num sonho.