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quarta-feira, 18 de junho de 2008

[Intervalo II ou Recomendações]

- Leiam o 30 de Outubro que está com uma sequência de textos lindos. Destaque para 'Resumo dos Dias - Outdoor' que diz de forma clara e suave tudo que venho pensando nos últimos dias, mas não consigo passar pro papél.

- Marcos de mim , um blog excelente, com um conceito bem diferenciado. Vale a visita, vale a leitura e vale o acompanhamento.

- Gemini, um ponto de vista feminino das relações cotidianas. Sim, ela escreve muito bem.

- E pra fechar, o blog da Dani, Entre cartas e canções. Mesmo ela achando que não, o blog é ótimo. 'Só é pouco atualizado'. Mas quem sou eu pra falar em atualização.

[rs]

Quem já conhece um, visite o outro.
Quem não conhece nenhum, visite todos.

E assim seguimos.

[Intervalo]

Tudo é muito pesado. E até as pequenas-coisas-boas doem enquanto passam. Escrever parece ser cada vez mais difícil. Mas com um pouquinho de reflexão tudo acaba se encontrando.

É difícil encontrar as palavras certas. É difícil tentar expor conceitos. Conceitos renovados, reciclados, idéias que se perdem em meio à multidão de pensamentos e ociosidades diárias.

O exercício de criação tem que ser o mais importante. Todo o resto que cerca essa engrenagem tem que ser visto como um ponto auxiliar. Não como o fundamental. Pelo menos na maioria das vezes. Pelo menos enquanto os conceitos se renovam e não sabemos ao certo quais são os melhores rumos. Os melhores passos para um futuro mais agradável.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Amsterdam

Ela passeia pelas ruas frias da cidade sob o céu cinzento de mais um dia comum. Enquanto ouve uma música qualquer, sonha com Amsterdam. Pensa como seria a vida lá. Ele se contenta com qualquer lugar mais calmo, com árvores, com rascunhos de canções, com sonhos pequenos ou grandes, mas com sonhos. Com a união que faz de duas vidas um só todo. Sem essa pressa de ter que provar pra alguém seus anseios, seus objetivos, e tudo que está envolvido nisso. Ela imagina as vitrines, os carros passando, a liberdade de escolha, sem máscaras, sem hipocrisia, sem idéias pré-concebidas. E por mais que essa liberdade lhe pareça suja ou estéril. Ainda assim lhe agrada bastante. Ele torce por dias melhores. Da varanda fria, desenha sem muito talento, as possibilidades. Os pensamentos sem forma misturam-se com a fumaça que sai do copo quase vazio. A luz azul nas ruas escuras agrada ambos. As canções com acordes limpos e altos também. Ele sente o frio aumentar. Mas o frio dos dias nublados e toda essa atmosfera de tristeza-bem-trabalhada, servem para fortificar seus ideais. Independentes de quais sejam eles.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sem título [I]

As idéias são muitas. Em variadas formas, em sentidos opostos, com sorrisos, com alegrias, com tristezas. A criatividade para transformar que parece ser cada vez menor. Transformação. Tudo vem da capacidade de transformação. Não adianta construir novos sonhos a cada nova manhã, se não conseguimos transformar as idéias em algo concreto. Os sonhos são bonitos, são necessários, são importantes. Mas se esquecermos do mundo real, se nos ausentarmos da nossa realidade cotidiana, até mesmo os sonhos tendem a perder seu sentido.

Acho que toda revolução, seja interna, externa, política ou existencialista, tem que começar nos pequenos passos. Nas menores coisas mesmo. O que pra maioria não tem a menor importância. Um caminho diferente numa manhã cinzenta, um jeito diferente de observar os detalhes mais cotidianos, mais comuns.

Cada vez mais as coisas parecem ter menos sentido. Talvez isso ocorra por um único erro. O mesmo erro de sempre. Talvez a beleza esteja mesmo na ausência. A tristeza no fundo acaba trazendo coisas (boas?). Coisas novas. Renovação. Mas não sei se esse é o melhor caminho. Não sei mais qual é o caminho certo. Se é que o 'certo' existe.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A porta (ou qualquer outra coisa)

As noites não são iguais. Os espaços são mais vazios. Os sentidos são confusos. Como buscar 'algo' em alguma coisa inexistente? Inventar eu não acho nem mesmo razoável. Planejar sim, planejar é razoável. Bem razoável. Não chega ser bom ainda não. Porque bom mesmo é realizar. Pelo menos deve ser assim. A falta faz com que as expressões diminuam. Não é sempre. Mas agora ta sendo assim. Não é fácil ficar tentando definir, enfeitar, ou ensaiar possibilidades que sabe-se lá quando vão acontecer. Se é que vão acontecer.

Alguns hábitos, antes tão fortes, vão se escondendo pela falta do que dizer. Pensar no futuro é bacana. Mas quando falta alguma coisa na base, os pensamentos começam a se perder em meio aos sonhos incompletos.

Insisto em acreditar que o amanhã será melhor. Insisto em me esforçar para não chegar a conclusão que nada valeu à pena. Insisto em bater na porta pra ver se pelo menos nessa madrugada você está aí. Do outro lado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Das coisas que mudam os dias

Ela sobe lentamente a rampa que leva ao 2° andar. Enquanto os sorrisos são compartilhados, ela diz:
- Você por aqui?! Quanto tempo!
O abraço, que antecede as outras palavras, é apertado.
- Pois é, vim te ver. Ele diz de forma irônica, porém, mais feliz que nunca.
A resposta é singela:
- Ah, que bonitinho, ele veio me ver. Ela comenta com um amigo incomum.

Ela continua linda. Seu sorriso continua sendo o mais bonito, o mais doce. E mesmo sem saber, ou fingindo não saber, continua sendo a que dá sentido as coisas. A que tranforma a dor, já tão conhecida, em algo mais bonito, em poesia, em frases de efeito, em textos escritos nas madrugadas insones. Hoje aquela antiga frase se renova. 'Bom é o que inspira'. De fato isso é verdade. De fato você tranforma isso em verdade. De fato você permanece aqui mesmo sem se dar conta disso.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Novas-notícias-temporárias

O pouco que sobrou.

Sem dúvida uma grande canção do Los Hermanos. O título é perfeito. E pra re-começo, acho que não tem nada melhor que los hermanos.

[ O pouco que sobrou ]

Um novo blog, tentativas-de-novas-idéias, novos rumos. Ou nem tão novos assim. Digamos que seja a contrução de algo que deveria (creio eu) ter sido feito há um tempo.

A tentativa de pôr em prática as coisas ditas no primeito post.

O blog está lindo. Depois de pouco mais de 1 hora consegui deixá-lo como eu queria. Mesmo sem saber o que de fato queria.

Não tenho vontade, nem coragem, nem mesmo a pretensão de largar esse espaço. Não acho justo. Mas confesso que estou feliz com o novo. Sendo assim, tentarei escrever cada vez mais. Para não deixar nenhum espaço vazio.

Aproveito para dar fim ao blog 'as frases escondidas'. Na verdade, nem sei porque ele foi criado. Mesmo assim tem textos lá que gosto muito. Não vou excluir o blog. Só não irei atualizá-lo mais. Pois já não vejo necessidade disso.

Resumindo:
- Blog novo: O pouco que sobrou.

Apareçam.
Obrigado.

sábado, 17 de maio de 2008

18°

Escuro. Solidão. No relógio já passam das 23:00. A pressa. As idéias. O frio de 18°. O vento que trás a boa esperança. A tristeza. A conclusão que ninguém é mesmo igual. E isso não está errado. E nem certo. Simplesmente tem que ser assim. Mas é triste. Independente de tudo, é triste. As pessoas não choram pelas mesmas coisas, não gostam das mesmas músicas, não condizem com o que aparentam ser. Quando existe uma grande distância física fica mais fácil de entender, de aceitar. Agora, quando está ao nosso redor fica bem mais complicado.

Ninguém é só o que parece. Ninguém. Isso faz com que a dor aumente. Até mesmo as menores dores. As pequenas coisas. As frases que não são compreendidas pelos que lhe cercam. Os sonhos que parecem absurdos demais.

O que esperar daqui pra frente? Talvez compreender que mesmo triste ou feliz, certo ou errado, as pessoas tem o seu valor. A dificuldade consiste em valorizar esses detalhes. Em buscar o melhor de cada um. Mesmo quando esse melhor não chega a ser grande coisa.

Ou talvez, não esperar nada de ninguém. Nada mesmo! Mas isso ainda é distante demais da realidade. E realmente não sei se vale à pena.

Não, não vale!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sobre ciclos e mudanças [I]

Não gosto muito de falar em "ciclos". Na verdade não costumo falar sobre isso. Então dizer 'não gosto' não é muito justo. Mas a vontade maior é de mudar. Mudar tudo, ou quase tudo. Nada tão radical. Mas agir de forma diferente. Sobre perspectivas diferentes. É muito injusto cobrar uma visão diferenciada dos outros e só olhar pras mesmas coisas, dos mesmos jeitos, tendo as mesmas atitudes de sempre. É claro que de 2 anos pra cá muitas coisas mudaram. Até mesmo de 1 ano pra cá, enxergo grandes diferenças. Os planos eram outros, os objetivos eram parecidos, porém, menos elaborados. Os sonhos talvez fossem menores. Ou menos palpáveis. Não que agora tudo esteja prestes a acontecer. Mas as possibilidades são grandes. Desde que o empenho também seja. Esse é o ponto. A mudança tem que vir daí. O empenho precisa ser maior. Isso tem que servir pra tudo. Talvez assim as canções possam surgir com um sentido maior. Talvez eu consiga aprender as coisas que tanto quero e julgo precisar. Talvez assim o amanhã possa enfim ser melhor que hoje. Penso nas grandes coisas sem esquecer os detalhes cotidianos, o que pra muitos não tem a menor importância. Penso em fazer a melodia primeiro, em ler mais livros, em escrever mais por aqui sem esperar os comentários, sem querer saber o que todos pensam, sem ficar pensando em quem pode ler ou não, em mudar a cor de fundo do blog, ou o layout, ou qualquer outro detalhe. Em escrever sobre música, divulgar mais as bandas que fazem um trabalho tão bonito mas são tão pouco reconhecidas. Penso em escrever um livro mesmo sem saber se tenho habilidade, criatividade e até mesmo coragem pra isso. Em ser ainda mais sincero. Em aproveitar melhor meu tempo. Em não ter medo de 'não'. E de tantas outras coisas. E principalmente, agir mais. Até porque, só assim alguma coisa poderá mudar.

Por mais difícil que seja, o que vale é o prazer que vem com a mudança. Por exemplo, o objetivo daquele texto foi alcançado. Isso é encantador. Isso dá sentido as coisas. É bom olhar pra trás e ver que alguma coisa foi feita. Mesmo que não tenha sido por completa.

Talvez esse texto seja [apenas?] uma tentativa de encerrar um ciclo que começou sabe-se lá quando. De enfim, tornar real tudo que existe de bom mas por algum motivo permanece guardado nas muitas horas de sono.

E já que o assunto é ciclo, pode-se dizer que outro inicia-se agora. Na verdade, aos poucos ele já vinha surgindo. Só pressisava de um texto mesmo pra oficializar os novos anseios. Digo isso porque nunca gostei tanto das coisas que faço quanto tenho gostado ultimamente. Das coisas que escrevo, que planejo, que leio, que sonho, que ouço, das coisas que passo adiante. [Das coisas que falo nem tanto porque ainda falo muita bobagem]. Mas talvez nem seja tão negativo assim.

Daqui pra frente será melhor. E ponto [final]. Não vou usar [interrogação] dessa vez!

*O que sobra dos sonhos quando não há dedicação?*

Pra quem leu até aqui obrigado.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Conversas [parte I]

[Domingo pra Segunda, entre 01h:00mim a 03h:15min]

- E aí, como estás?
- Bem
- Eu estou mal
- Por que rapaz?
- Tive que fazer uma coisa que não queria.
- Mas foi melhor assim?
- Acho que não
- Ah, quero pedir desculpas pra ela.
- Tu já disse muita coisa pra ela. Não sei se ela conseguiu entender tudo.
- Estou confuso, não sei o que fazer.
- Se achar necessário vai lá sim.
- Vou lá, e seja o que Deus quiser
- Sorte...

- Pronto
- E ela?
- Não sei ainda
- Eu sofro mais; nem tem como eu falar com ela
- Sério? que chato isso.
- Porra cara, não sei o que fazer da minha vida.
- Mas e aquela outra...
- Nem tenho mais tempo pra pensar nela.
- Mas vem cá, essa daí ta namorando?
- Não.
- Menos mal. aquela menina ainda deve tá. E mesmo sem vê-la sempre, não esqueço...
- Temos que dar as mãos e sair andando... somos dois sofredores

[intervalo 1: os risos]
[intervalo 2: alguns versos enviados, lidos ...]

- Elas não vêem quem somos... Isso que você escreveu é muito bonito...
- Valeu, fiz pra ela...
- E ela?
- Ela ainda nem sabe, não deu pra mostrar ainda não. Fiz um dia desses e terminei ontem... [achei bonito também. rs]
- Ela vai gostar, tenta dá pra ela logo.

[]

- Acho que ela não quer falar comigo mesmo não.
- Mas ela tá por aí ainda?
- Acho que sim
- Talvez ela não saiba o que falar.
- Eu sou um estúpido!!!
- Que nada cara, teu 'mal' é gostar dela.
- Pois é.
- Elas são tão complicadas.
- Demais...
- Se elas quisessem seria tudo tão simples...
- É claro, elas só complicam...

[]

- Vamos esquecer isso um pouco...
- Melhor né...

[]

- Amizade é tudo.
- De fato é tudo!

[nem só de inutilidades e falta de assunto vive o msn]