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sábado, 20 de novembro de 2010

enquanto ele, perdido no tempo e nas considerações, encontra ao acaso uma lista bonita, que escreveu sobre a felicidade, até então, recíproca, ou quase,  no início de algum mês que acabou pra sempre – não só o mês, Leonard Cohen canta Hey, that's no way to say goodbye.

ironia, singela ironia.

domingo, 24 de outubro de 2010

hoje

final de um ciclo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

#2 sobre lacan e enganos

lacan diz que não queremos algo, queremos, sim, a fantasia desse algo.

isso explica (quase) tudo, e, quando bem compreendido, resolve um monte de problemas nas relações sociais. salva vidas, eu diria!

o foda é admitir que o que você enxergava, na verdade, não era o que estava ali, era apenas o que você gostaria que estivesse – a fantasia e não a coisa em si. o fato é que muitas vezes a distância acaba fazendo com que você, enfim, consiga diferenciar uma coisa da outra, pra continuar vivendo, sem muitas dores e/ou arrependimentos.

você vê que faz parte do jogo.

#1 Cocaine Blues

como se fosse um vício, o maldito medo de estar perto, de não resistir, de fuder com a sua vida pra sempre. na medida do possível, a distância criada vira uma espécie de reabilitação, de “estou há tantos dias sem ir lá saber o que ela está fazendo”.

sábado, 2 de outubro de 2010

(des)conserto

os dias passam, e o que sobra é uma triste certeza que não vou mais te ouvir no final, contrariando o que dizia aquela música, que por algum tempo falou por nós, que fazia tanto sentido, que foi escolha sua, que eu nem conhecia ainda.

o que faz mais falta? difícil dizer ao certo. talvez os planos de dividir o futuro, de transformar nossas vidas mesmo, ou a companhia pra assistir tv, ir ao cinema, teatro, shows,  praças, ônibus, abraços. amor. o seu cheiro, seu beijo, as noites de domingo, as pequenas-bobagens-cotidianas, como qual cor você deveria escolher para pintar as unhas. falta você do outro lado. faltam motivos para ficar acordado até às 3 da manhã. falta vontade de levantar antes das 10h. 

simples: falta o que éramos até um dia desses.

vai passar, vai passar, vai passar, eu ouço quase todos os dias, e preciso acreditar, mas ainda dói demais.

enquanto isso tento ocupar o tempo e o espaço vazio andando por aí, nos passos que se perdem, saindo do cinema, sozinho, depois de meia-noite, assistindo filmes aleatórios, lendo qualquer coisa, trocando de canal repetidas vezes, como se de uma hora pra outra eu fosse encontrar algum sentido maior nisso tudo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

regra geral?

depois do amor, a indiferença.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Choro nas horas vagas
E vago meu coração

Alguém quer?

 - Michel Melamed.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sobre gavetas e coragem

sei lá, é tudo tão estranho. as cores, as ruas, o tempo perdido na solidão do ônibus, o próprio ônibus, a tv ligada, a novela das sete, as canções que tocam na hora errada – já que ultimamente todas as horas são erradas.

é estranho. mas coragem pra mim acaba sendo a capacidade de enfrentamento, o caminho mais dolorido, como assistir o filme que mostra exatamente como tudo acontece, quase que passo-a-passo, e não desistir da vida, com um pouquinho de fé, sem otimismo, é verdade, mas com o que sobra da esperança de quem um dia foi feliz.

ou, ainda, abrir a gaveta e encarar a fotografia, com o número um escrito a mão, assim mesmo, por extenso, os sorrisos, as vontades e promessas estampadas, no verso da foto ou nas páginas do livro que ainda não consegui ler por completo (não por falta de tempo e/ou vontade. é que a coragem vem assim, em doses homeopáticas).

ouço canções, amigos, rádio am, barulho das madrugadas sujas que, definitivamente, não são pra mim, mas quase nunca me distraio o suficiente ao ponto de não lembrar, não querer, não desejar que tudo possa voltar a ser como um dia foi, mesmo entendendo que esse não é um caminho possível, ou adequado.

mas só o fato de um dia ter sido já muda quase tudo.

eu sei.

agora espero que o tempo faça o seu papel.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

num dia assim calado você me mostrou a vida. e agora vem dizer pra mim que é despedida.

(otto)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia.