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domingo, 1 de agosto de 2010

sobre o silêncio (da felicidade)

esse pequeno texto do Giancarlo Rufatto, do ótimo Por favor uma vida nova e cinco pãezinhos, explica bem a ausência de textos por aqui.

Melodramas a parte, meu blog está quase morto. (…) Está quase morto porque o que o alimentava era a “Silvia Plath síndrome” – aquela que só fez coisas relevantes enquanto era desprezada ao mesmo tempo. O que movimenta a literatura dos torturados é a falta: a falta de amor, a falta de dinheiro, a falta de companhia, a falta de uma bebida, a falta. A falta desmascara qualquer frequencia de talento e o que fica é apenas o homem médio, temente a Deus e as prestações. Boa parte do que eu escrevo é meio novela das sete, é frustração de elenco de segunda, é classe média que sonha em ganhar na loteria e descansar em um lugar que foi moda nos anos 80. É o amor, é o trabalho, são planos a médio prazo… (*)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

B

eu&ela. seisdejulhodedoismiledez. o presente antecipado. o futuro mais bonito. o abraço. o cheiro.  o destino. o sorriso.

 o sonho que eu posso tocar.

- “nossos nomes que tem o ‘N’ como um elo”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ela: piercings, tatuagem, óculos de grau e o sorriso mais bonito desse mundo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Que não se pode medir.

o que não se pode medir, o amor, o tamanho do(s) sorriso(s), aquela foto em p&b que é coisa mais bonita do mundo, o sono quase sempre adiado por mais algumas horas de conversas, de outros sorrisos, de trocas, de carinho, de afeto, de amor: que não se pode medir.

eu tenho medo, eu digo, de não ser o suficiente, de não estar a altura,  mas a felicidade é o engano, vou me convencendo aos poucos, é o não-planejado, o agir pelo não agir do taoísmo. é a diferença entre o afeto e a vontade, porque a vontade passa quando o objetivo é alcançado, o afeto é o querer bem, independente do medo, do risco, do objetivo em si, do que pode ou não dar certo.

é o incondicional.

ela não existe, eu penso, mas em letras maiúsculas, ela diz que eu estou errado, e no fundo estou, é que é difícil acreditar no que eu pensava que só pudesse existir nos filmes ou nos livros bonitinhos que leio.

ela é o sonho que não espera eu estar dormindo pra acontecer.  é a melhor parte do dia, é quem está do outro lado pra mudar o meu humor, pra se preocupar, pra me divertir, pra me ensinar que o primeiro passo pra ser amado, é ser amável, pra me ouvir reclamando de bobagens, pra me chamar de chato quando sou chato, e de bobo, quando sou bobo, pra entender o que eu digo, ou não, no meu tempo, no meu jeito, meio sem jeito.

e  tudo que eu mais quero é conseguir ser forte o suficiente para protegê-la  desse mundo estranho.

- imensurável: é essa a palavra.

[ continua ]

sexta-feira, 25 de junho de 2010

aos poucos, bem aos poucos, isso aqui vai voltando ao normal. mas eu mudei, eu sei.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

é tudo uma série de repetições. um ano antes, dois, três, e as palavras eram as mesmas, escritas aqui ou anotadas em qualquer outro canto. só muda a data, ou, talvez, a pessoa por quem lamentar, quando existente.

às vezes parece que não tem jeito, como se fosse necessário mesmo, pra chegar lá na frente e, enfim, fazer algum sentido, mas se o lá na frente nunca chega, talvez nem essas linhas sirvam pra nada além de, mais uma vez, registrar datas.

domingo, 30 de maio de 2010

é que demorar faz parte do processo

Do que virá (I) 26/04/2009
 Agora a idéia é criar um outro blog. Para publicar trechos. De textos, músicas, filmes, enfim, qualquer coisa que possa ser, ou venha se tornar, produtiva. Tudo dentro do conceito de-não-deixar-nada-guardado. Pode não parecer, mas acho que o nome disso é revolução.

ps.1 quando o blog estiver pronto deixo o link aqui.
ps.2 idÉia é muito mais legal do que idEia.

ps.3 o sobrenãoteroquedizer prossegue, sempre. o outro será bem menos autoral.

como pode ser visto, há mais de um ano escrevi que faria um blog novo, demorou, mas eis aqui:
Figura3
(o título do blog é o mesmo de uma canção da Banda Alice, que nunca deixa de tocar por esses lados).

sábado, 29 de maio de 2010

do motivo da existência

Núbia diz: Rubem Alves diz que só gostamos daquilo que já existia dentro de nós... parece que tudo que você escreve já existia dentro de mim

sábado, 1 de maio de 2010

sobre não morrer agora

estar alheio, sentir não fazer parte do todo, do contexto, das histórias, das cervejas na mesa do bar, mais que sentir, saber, e ter vontade de vomitar, de mandar a merda, de prejudicar pra não ser prejudicado, assumindo ser humano, fraco, desprovido de uma porrada de coisa, mas não igual, ou pior que eles. é matar pra não morrer. ou desistir das pessoas que desistiram do que pode fazer sentido na vida. é a reclusão voluntária, o abrigo nos livros, nas canções nem sempre de amor e na meia dúzia de amigos necessários. é pular do barco antes que ele afunde, pra poder sobreviver, pra esperar o que não sei se existe, se pode, ou vai, existir algum dia. é a luta contra o ódio, contra a loucura, contra-ser-igual-ou-ao-menos-parecido. não tem remédio, meu bem, mas ainda tem um pouco de você que me faz estar aqui. vivendo.

(é, mais ou menos né)