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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sei que além de meio-abandonado, esse blog parece que vem passando por uma crise de identidade visual. Mas no fundo existe uma explicação lógica para cada mudança, para cada nova cor. De agora em diante será assim, tudo mais claro, e espero não precisar mexer em mais nada tão cedo.

E o aparente abandono está com os dias contados.

(agradeço ao amigo Renan Araújo por ajudar na escolha e formatação da imagem que aparece no cabeçalho do blog).

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sobre aprender a dançar II.

Ela continua a mesma, com uma beleza que o tempo não modifica. Talvez hoje esteja ainda mais segura dos seus passos, e mantém exatamente aquele sorriso largo de dez meses atrás, às dez da manhã de um sábado de sol baixo, na fila de um pequeno cinema no bairro ao lado.

Tem as unhas pintadas de azul claro, combinando com sua blusa, e usa um all star verde escuro, parecido com o que usava antigamente. E eu não sei o que fazer além de observar, de longe, seu corpo, seus gestos e sua fala de poucas palavras.

Ela não precisa saber. Mas seu sorriso, de tão bonito, me faz acreditar em qualquer coisa.

E eu só queria tê-la aqui bem perto, agora, enquanto escrevo essas linhas pobres sobre amor ou possibilidades. Eu nunca sei!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sobre aprender a dançar.

Ela tem pressa. Ele vontade. De chegar a algum lugar, ou a lugar-nenhum, desde que o tempo não passe, e seus passos lentos, encontrem algum refúgio na velocidade dos passos apressados da menina que sorri enquanto fala. Ele pensa em ocupar os espaços vagos do chão, das vidas, dos dias, dos dois. E transformar a angústia desses dias frágeis, em renovação.

Renovar, pra ele, pode significar qualquer coisa, entre os passos que se encontram depois das dez, ou o bom dia sincero enquanto os olhos se esforçam para se manterem abertos.

- março de 2009.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

jan/2010

na bagunça do meu coração.

recortes de fotografias de alguns anos atrás, pequenos contos inacabados e aquele seu sorriso (tão bonito) que não vejo há um tempão.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

re.lap.so

adj (lat relapsu) 1 Que reincide na culpa, no crime, no erro, no pecado.


ando meio relapso com o blog, com os dias chatos de final de ano e tudo que está entre uma coisa e outra. uma pena. pela falta de tempo, de paciência, e de algum esforço maior, acabei deixando de lado algumas ideias legais.

mas de uma forma geral, o ano foi bastante proveitoso!

(...)

- que venha o próximo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

sobre as ruas antigas

- "alguma coisa acontece no meu coração".

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ângulo.

agora, lembrando das cores, das listras, dos quadros, do século XX e de todas essas coisas, ele só tem uma certeza, devia ter fotografado.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Interrupção.

ele sente medo de não ser o que pensa, de não ter força suficiente para andar todos os passos necessários, e o tempo passa de forma veloz, dias e mais dias, de histórias mal contadas (ou pouco contadas), lembranças, pequenas viagens, fotografias da janela, dos caminhos, das alturas.

madrugadas de som alto longe de casa, ausências na multidão, andanças e mais andanças, e um estranho silêncio que não tem nenhuma explicação lógica.

vivendo bem e mais, apesar das pedras no caminho.

sem pausa. a partir de agora.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sobre não ter o que dizer II.

Dois anos de resumos-de-pequenas-histórias, planos, sonhos, contos curtos, como os bons momentos. Corte rápido. Visão quase cinematográfica das ações do cotidiano, das meninas que passam de vestido colorido pelas ruas movimentadas do centro ou nos corredores da faculdade.

Sequência de dias, de letras, de poesias não feitas, ou inacabadas, de paisagens simples das janelas dos ônibus.

O que começou lá em 2007 num domingo, enquanto ideia, e numa terça na prática, vem guardando pedaços do que vivi e tive coragem (e/ou capacidade) de transformar em palavras, que alcançaram sentido em lugares antes inimagináveis.

O processo é sempre difícil, cansativo, e, por vezes, doloroso, mas não vejo possibilidade de isso aqui acabar tão cedo. Por mais que eu já não me encontre em alguns textos antigos, seja pela forma ou pelo conteúdo, tenho a consciência de que essa visão é parte necessária da renovação natural.

Sem muitas promessas, mas o que posso garantir é o constante esforço para que os textos sejam cada vez mais presentes.

- Agradeço todos que passaram por aqui.

Obrigado!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sobre piadas, óculos e carinhos.

dois. num ponto isolado. onde a música que toca, ou não, não faz sentido, ou diferença.

ela fala devagar, enquanto bebe alguma coisa que diz não-conter-álcool, e tudo faz lembrar um passado remoto, que ela diz fugir, mas não quer esquecer, onde eu posso ser o motivo das lembranças, devido ao perfume, ou a barba por fazer, mas praticamente não há tempo para voltas ou receios. ocupo as pausas, que ela usa pra sorrir, ou continuar bebendo, e divago sobre os meses que passaram por nós, com piadas sobre dois, sempre dispostos a falar sobre as faltas, que deixam de doer, ou quase, quando os corpos estão mais próximos e a vontade não tem censura já que os limites não precisam estar escritos, pois cada um sabe até onde pode ir.

falo bobagens, que ela ouve com esforço, culpa dos excessos de noites que viram dias, e acabam com a voz. mas ela entende o que eu digo. e atende até mesmo os pedidos não ditos em palavras.

e do mesmo óculos colorido enxergamos como os dias podem ser daqui pra frente.

ninguém precisa perceber. e eu não preciso mais entender o que é, pra saber que é isso que quero. e pronto.