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quinta-feira, 15 de abril de 2010
múltiplos enganos.
não tem mentira aqui, só alguns enganos. múltiplos, e sucessivos, enganos elevados à décima potência.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
o maior amor do mundo
a revolução que precisava acontecer, acaba acontecendo mais rápido do que nossa singela ironia consegue alcançar, perceber, entender mesmo. ela. mais que vontade, necessidade. de ter junto, de fazer acreditar, de proteger do frio da cidade vizinha ou do mundo. pra ter só pra mim, pra dividir os problemas que nunca deixarão de existir, mas principalmente os pequenos momentos de alegria, as dúvidas, os espaços. de um sonho bonito ou de uma cama bem pequena. enquanto o acaso permitir e/ou nossas forças aguentarem. seja pro que for. onde for. como for.
rimos de canções que falam de nós dois, com ou sem intenção. e quando ela quer saber em que mundo estou, conhece a reposta, mas quer ouvir o no seu mundo, quase cantado, talvez pra que possa se convencer cada vez mais das verdades que digo nas minhas frases longas ou em versos que não são meus. ela só precisa entender que é real, que a felicidade pode não ser completa, mas também não precisa, basta existir, e existe. ela existe, e mexe no cabelo quando fica nervosa, sem perceber que é a coisa mais bonita do mundo. eu guardo comigo o momento, a imagem, o sorriso e algumas boas certezas.
ela consegue me deixar feliz, como mais ninguém.
rimos de canções que falam de nós dois, com ou sem intenção. e quando ela quer saber em que mundo estou, conhece a reposta, mas quer ouvir o no seu mundo, quase cantado, talvez pra que possa se convencer cada vez mais das verdades que digo nas minhas frases longas ou em versos que não são meus. ela só precisa entender que é real, que a felicidade pode não ser completa, mas também não precisa, basta existir, e existe. ela existe, e mexe no cabelo quando fica nervosa, sem perceber que é a coisa mais bonita do mundo. eu guardo comigo o momento, a imagem, o sorriso e algumas boas certezas.
ela consegue me deixar feliz, como mais ninguém.
quinta-feira, 18 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
espanha ou ela dentro dos olhos.
o cenário lembra uma foto antiga em P&B. tudo acontece aproximadamente às quatro horas (da tarde ou da manhã)
e espera mesmo.
ela, vestida de um sorriso bonito de tão sincero, não diz exatamente o que ele espera ouvir. mas, certamente, em determinados momentos, sorrisos falam bem mais do que palavras, e ele com a calma de quem tem os desejos a um passo, diz baixinho, como se tentasse esconder do mundo a felicidade que não tem tamanho, preço ou hora exata para acontecer: "eu espero"
sexta-feira, 12 de março de 2010
adeus sofia
ela é o sonho em si. é a lágrima que deixa os olhos molhados, enquanto a canção com nome de sua filha toca e eu não consigo deixar de pensar em cada pequeno momento, no amor que ficou bem guardado, que é tão maior que todos os outros que o tempo não cura e não parece ter data para acabar.
diz que não é tarde
diz que não vai começar
a dizer que já vai
ela, tão bonita, tão pequena, é a representação do intervalo de tempo, dos cinco anos que passaram, o retrato da memória, a expressão mais forte do sorriso, da loucura, da vontade que não sei se tem direito de existir, a marca da revolução que começou lá atrás, naquelas tardes que de alguma forma duram até hoje.
há tanto medo agora
que vamos ver o que restou
após a tempestade...
é estranho voltar a pensar nisso tudo, tanto tempo depois, sem conseguir sair ileso, com uma vontade enorme de voltar no tempo, de mudar as escolhas, de participar da sua vida, de trocar abraços, de cuidar de nós dois.
ah, sofrer em teus braços
seria o meu prazer
e viver em mil pedaços
seria tudo pra mim...
--
* o título e as citações se referem a música Adeus Sofia, da banda Dance of days.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Domingo.
Ele senta para escrever, depois do café, à tarde, enquanto a chuva deixa o fim-de-tarde bastante cinza, mas ainda bonito. Elabora teorias, que ficarão guardadas, sobre ausências, domingos e essa estranha rotina de início de ano.
Deixa a música tocar, inúmeras vezes. E a vida parece ser boa.
Deixa a música tocar, inúmeras vezes. E a vida parece ser boa.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Conto dos dias frios.
Juliana tem os olhos claros e costuma escrever nos dias frios, em que não tem ninguém para conversar sobre clichês existenciais ou literatura alternativa. Não assiste TV nem frequenta lugares movimentados. Gosta de ler jornais pela manha, enquanto toma café puro, no sofá da sala, e escolhe os filmes que gostaria de assistir, em algum cinema bem pequeno, no início da noite.
Trabalha num livro que nunca conseguiu terminar por total falta de disciplina. Enquanto isso coleciona planos de conhecer a vida cultural da metrópole ao lado, terminar a faculdade de antropologia e conseguir ler sua lista de autores prediletos.
Ela encontra nos livros a força que não se aprende na escola ou nas receitas-de-viver-bem e acaba passando pro papel, naturalmente, as palavras que não consegue dizer quando necessárias.
Ela encontra nos livros a força que não se aprende na escola ou nas receitas-de-viver-bem e acaba passando pro papel, naturalmente, as palavras que não consegue dizer quando necessárias.
Costuma andar no fim de tarde pelas ruas movimentadas da cidade, sem falar com mais de duas ou três pessoas. Mas fotografa mentalmente cada pedaço de vida exposto nos sorrisos amarelos dos que passam a sua volta.
Juliana veste as cores dos sonhos que poderiam existir. E sente saudades dos dias que nunca existiram.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
o ano começa de verdade lá fora, enfim, e tudo volta a ser como antes. os lugares, as pessoas, o calor insuportável no ônibus quase lotado, o sono pela manhã, resultado das noites mal dormidas, e uma suposta ausência de tempo que serve como desculpa eficaz para toda e qualquer não-realização.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
mpb.
acabo de ouvir na rádio (mpb fm) os seguintes versos:
"Eu gosto / É de ter ver bonita / Com aquele vestido / Que eu acho que era branco / E que no fim do ano / Você tingiu de azul / Você tingiu de azul
Eu gosto / É de olhar teus olhos / Se espalhando na tarde / Em busca de miragens / De bolas coloridas / Que desciam do céu / Que desciam do céu
Eu gosto / É de morrer de sede / E é de beber teu beijo / É de tocar teu corpo / Molhado de suor / Molhado de suor".
"Eu gosto / É de ter ver bonita / Com aquele vestido / Que eu acho que era branco / E que no fim do ano / Você tingiu de azul / Você tingiu de azul
Eu gosto / É de olhar teus olhos / Se espalhando na tarde / Em busca de miragens / De bolas coloridas / Que desciam do céu / Que desciam do céu
Eu gosto / É de morrer de sede / E é de beber teu beijo / É de tocar teu corpo / Molhado de suor / Molhado de suor".
parece que quem canta é o Alceu Valença, provavelmente a letra também é dele, muito bonita. tão bonita que nem precisava ter sido musicada, mas foi, e toca numa boa rádio, quase às três da manhã.
eu agradeço.
eu agradeço.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
4h30min.
Saudade
1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia.
saudade do tempo em que você se despedia com um simbólico "beijo, até amanhã", tempo de encontros marcados, todos os dias, nos mesmos lugares, ruas, praças. grandes sorrisos. os dias passam depressa demais. mesmo. e sinto como se tivesse errado por, hoje, não poder te fazer rir com tanta frequência. quase tudo que penso, que imagino, que escrevo, já está registrado nas nossas canções preferidas, e "eu também não sei o que fazer". por mais que não pareça.
lá atrás você falava do perigo de ficar idealizando. pois é, tinha razão. em 90% dos casos procuramos nas outras pessoas o que elas não podem oferecer, o que elas não têm, o que elas não são, nem podem ser. o pior, a culpa é toda nossa, "a gente sempre sofre, a gente sofre sempre por querer". e eu penso ter errado tanto. mas sem grandes arrependimentos, prefiro lembrar do que ficou, da alegria de tanto tempo atrás, dos textos que marcam de forma pontual tantas vontades, possibilidades, erros e acertos. o estranho é pensar que só mudam os personagens, mas a história é sempre a mesma.
mas, no fundo, eu guardo boas recordações, daquele ano, daqueles dias, daquele tempo, de nós dois.