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segunda-feira, 20 de julho de 2009

[des]acelerando

desacelerar, tirar o pé, parar, contar e respirar. esperar por fazer. pra fazer. criar. andar. largar num lugar bem longe tudo que faz com que o todo não funcione. desistir, por vezes, é mais ato de coragem do que covardia. o difícil é percorrer o caminho - que é o sentido - sem deixar umas lágrimas aqui ou ali. não dá. não sei se dá. nem até onde vai tanta coragem.

da falta do tempo, dos espaços vagos, das idéias que são só-mais-idéias-perdidas, desaproveitadas. das promessas, das mentiras, dos planos que se perdem no calendário, que sem pena, insisti em correr mais do que minhas pernas. das canções, repetições, do inédito, da vida.

é duro. mas vamos lá. em frente.
um pouco mais
devagar,
por necessidade.

depois muda.

e a vida canta.
pra nós!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

con.fun.dir

Ou não era nada daquilo. Ou aquilo não era nada.
Ele acorda sorrindo. Ela nunca vai saber.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Para o Livro dos Abraços"




13 e 20.06.2009 - michel melamed.

terça-feira, 16 de junho de 2009

ela, como quem não quer nada, diz, não some não, tá?! e ele? ele, meio sem jeito, não tem resposta pras perguntas que não faz.

sábado, 6 de junho de 2009

Do lado de cá.

A vontade é maior do que a capacidade de criar. O tempo é menor do que a vontade. Os sorrisos se escondem em meio ao sono, a raiva, a falta de tudo que poderia gerar algum bem. Do lado de cá. As ruas são frias. E nem os dois casacos dão conta. A vida também tem sido fria. Mais por necessidade do que por escolha.

Nada faz lembrar o frio de junho passado.

amarelado.

* Papéis que não perdem a cor.

Eu queria lhe oferecer tanta coisa. Passeios nas ruas quentes, escutando aquela música que você tanto gosta. Abraços apertados na fila do cinema. Eu poderia vigiar seu sono dentro do cinema também. Assistindo aquele filme que mesmo engraçado faz chorar. Eu queria acordar cedo. Acordar, tomar café, e te ligar pra saber se você chegou bem em casa, e o que gostaria de fazer a partir de agora.

Aos sábados, à tarde, eu poderia tocar as músicas que venho fazendo pra ti. E mesmo sem saber cantar muito bem, acho que irias gostar.

Andar de mãos dadas por aí (e por aqui). Sorrindo, cantando, e contando sonhos. Talvez você nem acreditasse quando descobrisse que desde aqueles dias (e madrugadas) tão distantes, que falávamos sobre qualquer coisa pra passar o tempo, que desde aqueles dias eu carrego sonhos comigo. E na maioria deles, você está.

Poderíamos ser felizes se quiséssemos.

Eu poderia escrever mais textos pra você. E só pra você. E nesses Domingos de tédio, poderíamos ler todos eles. Juntos. Eu te mostraria meus livros rabiscados. E todos aqueles parágrafos que enquanto lia, pensava em nós dois.

Eu tenho um montão de coisas guardadas aqui comigo. Que eu gostaria imensamente de dividir com você. É só você querer. E se quiser, seremos felizes.

Se você quiser.

[ *ONE, Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008 ]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

tic-tac.

O barulho da chuva
Já não faz tanta diferença assim.
Agora, é só a solidão.

E os ponteiros do relógio.

terça-feira, 19 de maio de 2009

.madrugada

Os sonhos não deixam de existir quando não contados. O caminho continua sendo longo, cansativo, às vezes chato, outras vezes genial. A organização, tão cobrada, quase nunca se dá de maneira que faça com que a vidacontada ganhe novas dimensões.

É tudo tão difícil, tão pesado... Que quando sobra algum tempo, é mais pra reflexão, imaginação, do que criação propriamente dita.

Nada que o tempo - e a tal organização - não seja capaz de mudar.

domingo, 3 de maio de 2009

1/3

a proporção sempre me assusta.