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domingo, 15 de maio de 2011
para não cair no esquecimento
em termos práticos temos:
I- a reza fez efeito;
II- o que não existia, continua não existindo. e agradecemos por ser assim;
III- feriados geram histórias. algumas que deveriam ser esquecidas (não se trata de você, embora haja culpa - minha, sua e do meio social no qual estamos inseridos. para não falar da "moral cristã"...);
IV- preciso achar alguma utilidade para os pequenos textos rabiscados nos cadernos antigos nos últimos meses;
V- tudo pode acontecer;
VI - novidades virão;
VII - não lembro a data, mas o que eu disse naquela tarde sobre o conceito de morte, de fato, foi o que aconteceu. satisfeita?;
VIII - resolvidos todos os problemas técnicos, cá estamos nós.
IX - começar de novo.
X - alguém aí?
quinta-feira, 7 de abril de 2011
logo ali.
domingos felizes, momentos felizes, abraços, carinho, atenção.
logo ali, tão perto.
as crianças morrem. o irremediável, irrecuperável. choca. choram. choro.
ali, logo ali.
não existem mais.
não existimos mais.
ali. logo ali.
nunca mais.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
reza para amanhã, depois e depois
quero poder reagir / olhar você sorrir / e não desabar.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
treze
sábado, 4 de dezembro de 2010
déjà vu
todas as necessidades do mundo.
não sei quantos meses depois, as necessidades ainda são as mesmas, preciso arrumar a bagunça da vida, do coração e do computador pós-formatação involuntária, tudo de novo, é estranho, de uma hora pra outra um monte de coisa que você julga importante simplesmente deixa de existir, assim, não-mais-que-de-repente, analogia perfeita, é a vida!, resta o desespero, a falta que você vai sentir e o esforço pra lembrar do que ficou guardado durante tanto tempo que acabou perdendo o sentido, o rascunho de um texto que falava sobre a mesma coisa, com um pouco menos de dor, talvez, com mais sonhos e, quem sabe, menos desilusões, as palavras que, mesmo depois de escritas, se perderam, como se fosse necessário esquecer até os caminhos percorridos, as tentativas que, por mais que não pareçam, fizeram do agora algo bem maior.
pra não dizer das fotografias, que, continuando no campo das analogias, quando apagadas parecem que nunca existiram, daí todo o esforço em recuperá-las, sabe, pra você não morrer ainda mais em mim.
como venho morrendo. em você.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
tatuagem I
é como uma tatuagem que você acaba levando por toda a vida. o que pode mudar, com a ajuda do tempo, é a importância dispensada. ou seja, uma hora você deixa de olhar, ou mesmo olhando, já não lembra da dor sentida.
ou não.
6
dia 6 de novembro o sobrenãoteroquedizer completou três anos. das outras duas vezes eu lembrei e tentei escrever alguma coisa legal enquanto registro. dessa vez não. são tantas possibilidades para o esquecimento que acho que não vale gastar muitas linhas para explicá-las, não assim, agora, de uma só vez.
seis: bem mais do que parece.
obrigado, mesmo!
domingo, 28 de novembro de 2010
velha infância
no rádio uma canção que me faz lembrar o último 20 de julho, uma novela das oito e um celular que deixou de existir – no sentido de utilidade e tal. durante a música, uma folha, que nem lembrava mais, de um exercício da aula de inglês instrumental, não lembro a data, mas devia ser começo de junho. uma anotação, na parte superior da folha, escrita com uma letra melhor que a minha com uma recomendação quase boba, mas que sigo até hoje.
a música acaba rápido.
assim como um pedaço da vida.